Adenomiose

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 a 15% das mulheres no mundo podem sofrer com a Adenomiose Uterina e muitas vezes não sabem. A campanha Abril Roxo tem o objetivo de chamar a atenção para o problema.

A Adenomiose é a presença de glândulas endometriais e estroma na musculatura uterina que pode resultar no aumento do útero. Muitas vezes as pacientes não têm sintomas e a doença pode ser sugerida em exames de imagem.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 11,4 mil procedimentos ambulatoriais e 3,7 mil procedimentos hospitalares no ano de 2022 por conta desse problema pouco conhecido. Mulheres das diversas faixas etárias e, inclusive as adolescentes e jovens podem ter o problema dificultando a gravidez. Com diagnóstico e tratamento oferecidos de forma integral e gratuita no SUS, durante o Abril Roxo, mês de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde chama a atenção para o agravo, a conscientização, a informação e o tratamento adequado. Pois quanto mais cedo descoberto, mais rápido a doença é tratada, segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard nos Estados Unidos em 2022. Entre os principais sinais que podem indicar a doença estão cólica intensa, sangramento prolongado durante a menstruação e dificuldade para engravidar. Por isso, ao apresentar os sintomas, é necessário que um profissional de saúde seja consultado. O problema ocorre quando as células do endométrio se implantam na camada muscular desse órgão, o miométrio. Os sintomas variam ao longo do ciclo menstrual e também podendo aparecer fora do período. Em casos mais graves, o excesso de sangramento menstrual pode gerar anemia. Entre os fatores relacionados estão mulheres portadoras de Endometriose, menarca precoce (primeira menstruação), ciclos menstruais curtos, obesidade, histórico de aborto e curetagem, miomas e pólipos e cistos nos ovários. Evidências apontam até agora que a adenomiose é um marcador da endometriose profunda.

De acordo com a OMS, mulheres no mundo todo chegam a um total de sete milhões tendo o problema e não sabem. No Brasil, estima-se que 150.000 casos sejam registrados anualmente.

Diagnóstico da adenomiose

Vale lembrar que o atendimento começa na atenção primária e, havendo necessidade, pode ser encaminhado para um especialista na média e alta complexidade. A adenomiose pode ser assintomática ou evoluir com diversos sintomas e intensidades, existindo diversos critérios utilizados para diagnosticá-la. Via de regra, o diagnóstico é clínico e por imagem. A suspeita clínica é feita com base nos sintomas apresentados pela paciente, pode-se solicitar exames complementares, como o ultrassom transvaginal e a ressonância nuclear magnética da pelve por exemplo, pois consegue mostrar com detalhes o útero, endométrio e a pelve como um todo.

Tratamento para adenomiose

Pode ser medicamentoso ou cirúrgico. Entre os tratamentos disponíveis pelo SUS, está, por exemplo, prescrição de contraceptivos hormonais e anti-inflamatórios que podem melhorar os sintomas. Outras práticas podem ser adotadas conforme a necessidade de cada caso, entre paciente e profissional de saúde.

Adenomyosis

According to the World Health Organization (WHO), about 10 to 15% of women in the world may suffer from Uterine Adenomyosis and often do not know it. The Abril Roxo campaign aims to draw attention to the problem. Adenomyosis is the presence of endometrial glands and stroma in the uterine musculature that can result in an enlarged uterus. Patients often have no symptoms and the disease can be suggested in imaging tests.

Data from the Ministry of Health indicate that the Unified Health System (SUS) performed 11,400 outpatient procedures and 3,700 hospital procedures in 2022 due to this little-known problem. Women of different age groups, and

even teenagers and young people, may have the problem, making pregnancy difficult. attention to the problem, awareness, information and adequate treatment. For the sooner discovered, the faster the disease is treated, according to a survey carried out by Harvard University in the United States in 2022. Among the main signs that may indicate the disease are intense colic, prolonged bleeding during menstruation and difficulty getting pregnant. Therefore, when presenting symptoms, it is necessary that a health professional be consulted. The problem occurs when endometrial cells implant in the muscle layer of that organ, the myometrium. Symptoms vary throughout the menstrual cycle and may also appear outside the period. In more severe cases, excessive menstrual bleeding can lead to anemia. Among the related factors are women with Endometriosis, early menarche (first menstruation), short menstrual cycles, obesity, history of abortion and curettage, fibroids and polyps and ovarian cysts. Evidence so far suggests that adenomyosis is a marker of deep endometriosis. According to the WHO, women worldwide reach a total of seven million having the problem and not knowing it. In Brazil, it is estimated that 150,000 cases are registered annually.

Diagnosis of adenomyosis

It is worth remembering that care begins in primary care and, if necessary, can be referred to a specialist in medium and high complexity. Adenomyosis can be asymptomatic or evolve with different symptoms and intensities, and there are several criteria used to diagnose it. As a rule, the diagnosis is clinical and imaging. The clinical suspicion is based on the symptoms presented by the patient, complementary tests can be requested, such as transvaginal ultrasound and nuclear magnetic resonance of the pelvis, for example, as it can show in detail the uterus, endometrium and the pelvis as a whole.

Treatment for adenomyosis

It can be medical or surgical. Among the treatments available through the SUS, there is, for example, the prescription of hormonal and anti-inflammatory contraceptives that can improve symptoms. Other practices can be adopted according to the needs of each case, between patient and health professional.

         Matéria escrita por Ana Caroline Viana 


Fontes:                                                                                                                                                                                  cuf.pt/ mais- saude /o- que -e -adenomiose -uterina